Sedac divulga resultado do edital Palácio Contemporâneo
Foi publicado nesta quarta-feira (17/12), no Diário Oficial do Estado, o resultado final do edital Palácio Contemporâneo, iniciativa promovida pela Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), por meio do Instituto Estadual de Artes Visuais (IEAVi), em parceria com o Palácio Piratini. A proposta “Mulheres Quitandeiras e Lanceiros Negros” foi a selecionada para integrar o acervo permanente da sede do governo do Estado. O trabalho é assinado pelo atelier coletivo Vinícius Vieira, que conta ainda com os artistas Adriana Xaplin, Jeanice Dias Ramos, Paulo Corrêa, Rafael Nascimento e Sabrina Stephanou.
A proposta vencedora obteve 103 pontos, a partir das avaliações realizadas por três jurados. Na sequência, ficaram como 1º e 2º suplentes, respectivamente, os projetos “Ferro Prata Alforria”, de Marcos Porto Rodrigues, com 97 pontos, e “Corpo-Dispositivo para Presença Negra Quitandeira e Lanceiro como presença e corpo coletivo”, de Wagner Costa da Silva Atelier, que somou 96 pontos. Entre os critérios analisados pela comissão avaliadora estiveram criatividade, originalidade, relevância conceitual, exequibilidade técnica e qualidade artística.
Com a publicação do resultado, o proponente selecionado tem o prazo de cinco dias úteis, contados a partir do dia seguinte à divulgação no DOE, para encaminhar a documentação exigida no edital para o e-mail ieavi@sedac.rs.gov.br.
Após a assinatura do contrato, a instalação das duas obras de arte deverá ser realizada em até três meses, contados a partir da publicação da súmula do documento no Diário Oficial.
Sobre o edital
O edital Palácio Contemporâneo é uma iniciativa que busca reparar a ausência histórica de representações da população negra no acervo do Palácio Piratini, sede do governo do Estado. As obras selecionadas têm como tema as Quitandeiras, mulheres negras que, por meio do comércio, conquistaram protagonismo social, e os Lanceiros Negros, combatentes da Revolução Farroupilha que simbolizam resistência e luta pela liberdade. A proposta reafirma o compromisso do Estado com a inclusão, diversidade e valorização da arte contemporânea, promovendo narrativas que ressignificam espaços de poder e fortalecem a representatividade cultural.